Hario V60 Neo Review: superou o V60 clássico?

Testamos o novo Hario V60 Neo lado a lado com o V60 clássico. Nervuras maiores, fluxo diferente e resultado sensorial questionável. Vale a pena?

INTRODUÇÃO

Todo cafezeiro conhece a silhueta de um Hario V60. Cônico, com aquele ângulo de 60 graus característico, nervuras internas em espiral, um único furo no centro. Desde seu lançamento em 2004 pela marca japonesa Hario, ele virou o método de preparo mais influente do café coado no mundo, usado em competições, cafeterias especializadas, casas de coffeelovers amadores e profissionais. Um design que atravessou duas décadas sem grandes mudanças.

Até agora! Recentemente a Hario lançou o V60 Neo, uma nova versão que promete evoluir a receita original. Nervuras internas mais salientes, formato ainda mais cônico, ajustes no fluxo, a proposta é entregar um preparo mais consistente e amigável para quem está começando no café coado. Mas fica a pergunta óbvia: um redesign do V60 clássico realmente supera o original?

Colocamos o Hario V60 Neo lado a lado com o V60 clássico no nosso laboratório de teste. Mesmo café, mesma moagem, mesma proporção, mesma técnica de despejo. Trouxemos uma análise honesta do que muda no design, no fluxo, no resultado sensorial na xícara e para quem esse novo modelo faz sentido. Spoiler: o Neo tem mérito, mas também tem ressalvas importantes. Vem com a gente!

 

 

Hario V60 Neo: contexto e ficha técnica

Antes de julgar o produto, vale saber os detalhes técnicos oficiais do novo Hario V60 Neo:

  • Fabricante: Hario Co., Ltd. (Japão)
  • Material: cerâmica de alta qualidade, disponível em vidro e plástico
  • Formato: cônico, ângulo interno de 60°
  • Nervuras (ribs): salientes e mais espaçadas que no V60 clássico
  • Furo central: único, de tamanho equivalente ao V60 clássico
  • Tamanhos: 01 (para 1-2 xícaras) e 02 (para 1-4 xícaras)
  • Cores disponíveis: branco, preto, transparente
  • Filtros compatíveis: os mesmos filtros do V60 clássico (Hario V60 01 ou 02)

A grande novidade é o design das nervuras internas. No V60 clássico, elas são finas e em espiral, criando um caminho leve para o ar entre o filtro e o método. No V60 Neo, elas ficaram mais grossas, mais salientes, mais espaçadas, o que muda a forma como o filtro se acomoda dentro do coador e altera a dinâmica de fluxo da água.

A Hario tem histórico de lançar variações incrementais do V60 ao longo dos anos: houve o V60 Metal, o V60 de Cobre, o V60 Immersion Switch, o V60 Drip Assist (em parceria com Tetsu Kasuya), o Hario Suiren, e agora o Neo. Cada variação testa uma ideia diferente sobre como melhorar o preparo e nem todas convencem o mercado. O V60 clássico continua sendo o carro-chefe absoluto da marca depois de duas décadas, e superá-lo é um desafio que praticamente nenhum redesign conseguiu até hoje.

 

 

O legado do V60 clássico e por que ele é referência mundial

Para julgar o Neo de maneira justa, precisamos considerar o que ele está “tentando superar”. O V60 clássico não é apenas porta filtro, ele é uma infraestrutura mental compartilhada pela comunidade global do café.

Lançado em 2004 pelo designer Yuichiro Sugiyama para a japonesa Hario, o V60 revolucionou o café coado. Antes dele, o mercado usava coadores planos (tipo Melitta) ou coadores com múltiplos furos que restringiam o fluxo. O V60 propôs algo diferente:

Formato cônico com ângulo de 60° (daí o nome “V60”) que direciona o fluxo da água para o centro

Um único furo largo no centro que permite fluxo livre, deixando o barista controlar a velocidade da extração pelo despejo

Nervuras em espiral que criam um espaço mínimo entre o filtro e o método, permitindo circulação de ar durante a extração — o que promove uma extração mais uniforme e evita canalização

Essas três decisões técnicas juntas criaram um coador que transfere o controle da extração para o barista. Em vez de o coador ditar como o café fica, você dita — moendo mais fino ou mais grosso, despejando rápido ou devagar, escolhendo padrão circular ou espiral. É por isso que o V60 virou referência em campeonatos mundiais como o World Brewers Cup, e por que Tetsu Kasuya, campeão de 2016, criou seu icônico método 4:6 e seu recente método de 10 despejos especificamente para o V60.

Uma coisa que muita gente não sabe: o V60 é um dos designs de coador mais copiados do mundo. Existem versões chinesas, coreanas, americanas, todas com formato idêntico ou muito próximo. Essa proliferação por si só é evidência do sucesso do design original. Também não é acaso que a Hario ganhou o Good Design Award do Japão pelo V60, é uma peça de design industrial reconhecida além do universo do café.

Se você quer se aprofundar no V60 clássico e no método, vale a leitura do nosso conteúdo completo sobre como fazer café coado no V60.

 

 

Design e diferenças construtivas: Neo vs clássico

Colocando os dois lado a lado, as diferenças ficam evidentes. Formato externo:

  • O V60 clássico tem cone com ângulo de 60°, silhueta suave, transições curvadas
  • O V60 Neo parece ainda mais cônico, a sensação visual é de que o “V” fica mais acentuado, com transições mais retas e formato mais “duro” na aparência

Espessura das paredes

Ambos têm paredes de espessura similar, mas o Neo parece ter um acabamento externo levemente diferente, talvez ligeiramente mais pesado quando comparado ao V60 clássico do mesmo tamanho e material

Design geral

  • O V60 clássico tem estética “clean” japonesa, minimalista, focada em função
  • O V60 Neo tem estética mais moderna, com detalhes que dão sensação de “produto de nova geração” — parece um item lançado hoje, enquanto o clássico parece um item atemporal

Compatibilidade

  • Os dois usam os mesmos filtros Hario V60 01 e 02 — não precisa comprar filtro específico para o Neo
  • Ambos aceitam os mesmos suportes, jarras e acessórios do sistema Hario

Vale reconhecer que o design do Neo é bonito. Se você aprecia design industrial e gosta da estética contemporânea, o Neo tem apelo visual real. É mais um objeto para exibir na bancada do que o V60 clássico. O tradicional, apesar de icônico, tem um design que já é reconhecível demais, quase se apagou como objeto visual, virou tão comum que não chama atenção. O Neo se apresenta como novidade. Isso importa para uma parcela do público que valoriza o rito visual do preparo.

 

 

As nervuras internas: o coração da mudança

Aqui está a diferença técnica mais importante entre os dois modelos e onde o desempenho realmente muda.

No V60 clássico, as nervuras internas são finas, contínuas, em espiral suave. Elas criam um caminho leve para o ar entre o filtro de papel e a parede interna do coador. Esse espaço permite que a água atravesse o café e o filtro com fluxo livre, sem que o filtro se cole totalmente às paredes.

No V60 Neo, as nervuras são muito mais salientes, mais grossas e mais espaçadas. O que a Hario propõe com esse redesign é aumentar ainda mais a passagem de ar e criar maior retenção de água entre o filtro e o método — teoricamente prolongando o contato entre a água e o café durante a extração.

A intenção do design é dupla

  1. Reter mais tempo a água no coador durante a extração, permitindo maior extração de compostos do café
  2. Reduzir a canalização (caminhos preferenciais da água), forçando a bebida a passar de forma mais uniforme pelo puck de café

Na teoria, isso poderia entregar uma bebida com mais corpo e mais complexidade sensorial. Uma promessa alinhada com tendências recentes do universo do café especial que valorizam extrações mais lentas e ritmadas, como o próprio método de 10 despejos do Tetsu Kasuya que testamos recentemente.

Mas teoria e prática nem sempre coincidem. No teste real, o comportamento foi ligeiramente diferente do esperado.

A grande questão técnica aqui é: cada método existe por um motivo. O V60 clássico foi projetado para dar liberdade máxima ao barista, o coador não interfere na extração, você controla tudo pelo despejo. Ao criar um coador que “interfere” mais (retendo mais água, forçando um fluxo específico), a Hario está fazendo uma escolha filosófica diferente: transferir parte do controle do barista para o equipamento. Para amadores, isso pode ser útil (menos erros). Para baristas experientes, pode ser limitação (menos controle fino).

 

 

Preparando café no Hario V60 Neo

Para o teste, escolhemos um café coado de perfil clássico da nossa curadoria, perfil sensorial com notas de chocolate, caramelo e frutas amarelas. Perfeito para revelar diferenças sutis entre métodos de preparo.

Setup do teste (idêntico para os dois coadores)

  • Café: 20g, moagem média
  • Água: 375g total, temperatura de 92°C
  • Filtro: Hario V60 02 padrão (mesmo lote de filtros para os dois testes)
  • Método: pré-infusão de 30s com 60g de água + dois ataques circulares até 300g
  • Balança e cronômetro monitorando ambos simultaneamente

No V60 Neo

A extração começou normal, com boa formação de espuma na pré-infusão. Ao começar os ataques principais, notamos algo importante: a água ficou visivelmente mais tempo em suspensão no coador e o fluxo desceu mais lentamente que no V60 clássico. As nervuras mais salientes cumpriram o objetivo de reter mais água.

Tempo total de extração no Neo: 3 minutos e 15 segundos, cerca de 30 segundos mais lento que o esperado para essa receita.

Bed final: ligeiramente diferente do V60 clássico. Não ficou tão plano, com algumas áreas de acúmulo diferente nas laterais. Sinal de que o fluxo não foi tão homogêneo quanto o clássico.

A diferença de tempo de extração é significativa. 30 segundos a mais em uma receita curta como essa mudam o perfil de extração. Cafés extraídos por mais tempo tendem a puxar mais amargor e adstringência, a menos que você ajuste a moagem para compensar (moendo mais grosso). Um problema é que muitos consumidores do Neo vão preparar a mesma receita que já faziam no clássico, sem ajustes e vão ficar decepcionados com o resultado sem entender por quê.

 

 

Comparativo lado a lado: Neo vs clássico

Simultaneamente ao teste do Neo, preparamos o V60 clássico com exatamente as mesmas variáveis. Mesmo café, mesma moagem, mesma técnica, mesmo filtro do mesmo lote. Servidos em xícaras idênticas para comparação sensorial cega.

Diferenças observadas durante o preparo

  • Tempo total: V60 clássico completou em 2 minutos e 45 segundos. Neo em 3 minutos e 15 segundos. Diferença de 30 segundos
  • Fluxo: V60 clássico teve fluxo constante e linear. Neo teve fluxo perceptivelmente mais lento, com “acumulações” ocasionais nas laterais
  • Bed final: V60 clássico terminou com bed plano e uniforme. Neo terminou com bed ligeiramente inclinado, com concentrações diferentes
  • Aroma durante o preparo: V60 clássico exalou o café aromas mais nitidamente. Neo emitiu aromas mais contidos, provavelmente porque o café estava sendo extraído mais lentamente

Ambas as bebidas saíram na mesma quantidade final (~250ml, considerando absorção do café), mas com comportamentos diferentes de extração.

É importante ressaltar que o filtro se acomoda de forma diferente nos dois coadores. No V60 clássico, o filtro adere às nervuras finas com espaço regular e uniforme. No Neo, as nervuras salientes fazem o filtro ficar mais afastado das paredes, criando pockets de ar maiores em certas regiões. Isso é intencional no design, mas pode gerar um comportamento menos previsível do fluxo. Para um barista que já conhece o V60 clássico e domina a técnica, essa mudança pode significar frustração até calibrar novamente.

 

 

Análise sensorial das duas extrações

Depois de servidos, provamos as duas bebidas lado a lado com paladar limpo. Aqui as impressões honestas de cada uma:

Café do V60 clássico

  • Aroma: notas claras de chocolate ao leite, caramelo, com toque de frutas amarelas
  • Corpo: médio, sedoso, característico do V60 bem feito
  • Doçura: presente e persistente
  • Acidez: brilhante, cítrica, equilibrada
  • Retrogosto: longo, com finalização limpa e doce
  • Amargor: controlado, sem destaque negativo

Café do V60 Neo

  • Aroma: notas similares mas com intensidade ligeiramente reduzida
  • Corpo: ligeiramente mais leve que o clássico
  • Doçura: presente mas menos evidente
  • Acidez: apareceu, mas com brilho reduzido
  • Retrogosto: mais curto, com finalização discreta
  • Amargor: ligeiramente mais evidente (por causa da extração mais longa)

Nosso veredicto sensorial: o V60 clássico entregou uma bebida mais expressiva, com nuances mais claras e perfil sensorial mais completo. O Neo entregou uma bebida honesta mas com menos vibração sensorial, a extração mais lenta pareceu ter comprometido parte da complexidade do café, sem compensar com ganhos correspondentes em corpo ou intensidade.

Não é uma bebida ruim, só é uma bebida diferente e, no nosso paladar treinado, ligeiramente inferior ao clássico com a mesma receita.

Aqui vale um ponto importante de honestidade: nossas impressões podem ser afetadas por bias positivo em relação ao clássico. Somos usuários do V60 clássico há anos, conhecemos sua dinâmica, calibramos nosso preparo para ele. É possível que com ajustes de receita específicos para o Neo (moagem ligeiramente mais grossa, proporção diferente, temperatura ajustada), o resultado no Neo poderia se equiparar ou até superar o clássico. Mas essa curva de aprendizado adicional é um trabalho extra que o V60 clássico já resolve há 20 anos.

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Pontos positivos e negativos do Hario V60 Neo

Aqui vai o balanço honesto após o teste:

Pontos positivos

  • Design moderno e elegante, visualmente mais contemporâneo que o V60 clássico
  • Compatível com filtros padrão do V60 (não precisa comprar filtro novo)
  • Compatível com suportes e acessórios do sistema V60 existente
  • Fluxo mais lento pode ser vantagem para iniciantes, perdoa despejos rápidos demais
  • Retenção maior que o clássico, teoricamente permite explorar receitas com extração mais prolongada
  • Boa qualidade construtiva, acabamento premium, sem defeitos evidentes
  • Presença visual na bancada, sensação de item novo, moderno, para quem valoriza o rito visual

Pontos negativos

  • Resultado sensorial ligeiramente inferior ao V60 clássico usando a mesma receita
  • Fluxo mais lento pode gerar super-extração se você não ajustar moagem
  • Bed final menos uniforme que o clássico
    Curva de aprendizado adicional para calibrar receita para o Neo
  • Preço próximo ao V60 clássico sem entregar vantagem clara sensorialmente
  • Não substitui o V60 clássico para barista que já domina a técnica no original
  • Não é uma evolução real do método, é uma variação com comportamento diferente
 

 

Hario V60 Neo vale a pena? Para quem é indicado

Depois do teste completo, aqui vai o veredicto direto, com nuances!

Vale a pena para

  • Iniciantes no café coado que gostam do design moderno e estão começando do zero. Nesse caso, o fluxo mais lento pode ser aliado durante o aprendizado
  • Colecionadores de métodos de preparo que querem ter várias variações da linha Hario para explorar
  • Pessoas que valorizam o rito visual do preparo e preferem itens com estética contemporânea
  • Presente para quem está entrando no universo do café coado, bonito, moderno, funcional

NÃO vale a pena para

  • Baristas experientes que já dominam a técnica no V60 clássico. Nesse caso, é regressão, não evolução
  • Cafeterias que buscam consistência entre todas as extrações do dia, o V60 clássico é mais previsível
  • Quem quer o melhor V60 do mercado, o clássico continua sendo referência
  • Quem espera revolução no café coado, não é uma revolução, é uma variação

Nossa avaliação final: o Hario V60 Neo é um produto bem construído, elegante, com identidade visual moderna e potencial para nichos específicos. Mas não supera o V60 clássico como método de preparo. É uma alternativa, não um upgrade. Para quem está começando, funciona. Para quem já é experiente, o clássico continua sendo a melhor escolha.

Se você quer entender melhor o universo do café coado e testar diferentes técnicas, vale conferir também nossos conteúdos sobre Aerocano, 3 maneiras de café gelado e o Hario Suiren — outro método recente da própria Hario que aborda o problema por um ângulo diferente.

E se você quer explorar cafés especiais para tirar o máximo do seu método (clássico ou Neo), use o cupom CLUBE86 no nosso Clube de Assinatura para começar com desconto.

Conta pra gente nos comentários: você já testou o Hario V60 Neo? Achou melhor ou pior que o clássico? Prefere qual dos dois? Bora trocar experiência.

 

 

Perguntas frequentes sobre café tradicional e extraforte

O Hario V60 Neo é melhor que o V60 clássico?

Depende do critério. Em design, é uma versão mais moderna e visualmente atrativa. Em resultado sensorial, o V60 clássico ainda entrega uma bebida mais expressiva e equilibrada com a mesma receita, segundo nossos testes. Em versatilidade, o clássico dá mais controle ao barista. Se você é iniciante no café coado, o Neo pode ser mais amigável pela extração mais lenta. Se já domina a técnica no clássico, não há motivo claro para trocar.

O Hario V60 Neo usa os mesmos filtros do V60 clássico?

Sim, o V60 Neo é totalmente compatível com os filtros Hario V60 01 e 02 tradicionais. Você não precisa comprar filtros específicos para o Neo, ele usa exatamente os mesmos que já usa no V60 clássico. Isso é vantajoso porque simplifica o abastecimento e permite testar os dois métodos alternando o mesmo estoque de filtros.

Qual a diferença entre o Hario V60 Neo e V60 clássico?

A principal diferença está nas nervuras internas. No V60 Neo, elas são mais salientes, mais grossas e mais espaçadas que no clássico. Isso muda a acomodação do filtro de papel e altera o fluxo da água durante a extração — no Neo, o fluxo é ligeiramente mais lento, com maior retenção de água entre o filtro e o método. O formato externo também é ligeiramente mais cônico. Em resultado sensorial, o clássico tende a entregar mais expressividade, enquanto o Neo entrega uma bebida mais delicada.

O V60 Neo precisa de moagem diferente do clássico?

Sim, se você quer resultado equivalente. Como o fluxo no V60 Neo é mais lento (por causa das nervuras salientes), você precisa moer ligeiramente mais grosso para evitar super-extração. Recomendamos começar com 1-2 cliques mais grossos que sua moagem habitual do V60 clássico e ajustar conforme o resultado. Sem esse ajuste, o café pode ficar amargo ou com adstringência aumentada.

Qual receita usar no Hario V60 Neo?

Recomendamos começar com receitas que valorizam o fluxo mais lento do Neo. O método 4:6 do Tetsu Kasuya funciona bem, com ajuste de moagem ligeiramente mais grossa. Se preferir uma receita mais direta, use proporção 1:15 (20g de café para 300g de água a 92°C), com pré-infusão de 30 segundos e dois ataques principais. Ajuste tempo total esperado para 3 a 3 minutos e 20 segundos — mais lento que o V60 clássico.

O V60 Neo é bom para iniciantes?

Sim, com ressalvas. O fluxo mais lento do Neo é mais perdoão com despejos rápidos ou desajeitados, características comuns em quem está aprendendo. Isso pode ajudar iniciantes a evitarem sub-extração comum no início da jornada. Porém, é importante considerar que a maioria dos guias, tutoriais e receitas online estão calibradas para o V60 clássico — se você começa no Neo, precisa adaptar todas essas referências. Para quem está totalmente iniciando e quer o método mais direto, o clássico ainda pode ser mais prático pelo suporte de conteúdo disponível.

Onde comprar o Hario V60 Neo no Brasil?
O Hario V60 Neo pode ser encontrado em revendas oficiais Hario no Brasil, lojas de café especializadas e importadores. Priorize revendedores oficiais para garantia de originalidade, existem muitas cópias no mercado com aparência similar mas qualidade inferior. O preço no Brasil é geralmente próximo ao do V60 clássico do mesmo tamanho e material.
Vale a pena substituir o V60 clássico pelo Neo?

Não, na nossa avaliação. Se você já usa e domina o V60 clássico, não há motivo claro para substituir pelo Neo. A entrega sensorial é ligeiramente inferior (com a mesma receita) e a curva de recalibração adicional não compensa. Se você quer ter os dois para comparar, faz sentido, o Neo é uma variação interessante do sistema. Mas como substituição direta do clássico, não é upgrade.

Onde encontrar cafés de qualidade?

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Gabriel Guimarães

Iniciou no universo dos cafés ao conhecer Hélcio Júnior, diretor da Unique Cafés, que o convidou para se tornar barista ao perceber a facilidade em comunição e paixão, ao ser atendido por ele em um bar onde o mesmo atuava como bartender.

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