doce de leite
Este chega como memória afetiva: denso, cremoso e naturalmente doce. Lembra o doce de leite escuro no fundo da panela, aquele sabor intenso que ninguém resiste, agora traduzido na xícara.
Doce de leite escuro, licor de avelã, bala de caramelo, laranja em calda. Corpo cremoso, acidez cítrica e finalização doce de caramelo e chocolate.
Na fazenda Ribeirão da Cava, Antônio Zanateli Filho cultiva a variedade Arara com o cuidado de quem conhece cada palmo da lavoura. A Arara é um híbrido natural de café arábica descoberto no Paraná na década de 1990, resultado do cruzamento entre Sarchimor e Catuaí. Resistente, produtiva e com grãos maiores que o Catuaí, amadurece mais tarde que outras variedades. Exige paciência. E recompensa quem espera.
O processo de secagem natural preserva a polpa intacta em contato com o grão ao sol, transferindo açúcares e compostos aromáticos que a fermentação lenta aprofunda ao longo de semanas. A torra média clara encerra o ciclo com precisão: desenvolve a reação de Maillard, que transforma os açúcares em caramelo e nozes, sem apagar nenhuma das camadas construídas pelo terroir e pelo tempo.
Na xícara, a entrada é densa e acolhedora. O doce de leite escuro chega primeiro, e fica. Em seguida, o licor de avelã e a bala de caramelo preenchem o paladar com uma cremosidade que parece familiar, quase afetiva. A laranja em calda aparece para equilibrar, trazendo um toque cítrico que alivia sem competir. O corpo é denso, a acidez aparece com delicadeza e a finalização é longa, doce e marcante, com caramelo e chocolate que persistem muito depois da última gole.
Um café que sabe o que é. E não precisa de mais nada para provar.
POR TRÁS DO NOME & DESIGN
O design já começou na colher de prova do cupping…
Quando a colher subiu do fundo da xícara, antes de qualquer anotação técnica sobre o sabor, a referência já apareceu: doce de leite. Não um doce de leite qualquer. É aquele mais escuro, mais denso, o que se destaca na prateleira mesmo cercado de opções para escolher.
Dali em diante, o desenho da embalagem virou uma perseguição da matéria. Como reproduzir em papel a viscosidade de uma colher cheia de doce de leite? Como fazer o olho tocar antes da extração na xícara? A resposta começa pela cor. O laranja quase avermelhado do fundo é o tom do doce de leite depois de horas em fogo baixo, quando o açúcar começa a pegar nas bordas e a mistura ganha aquele peso que só o tempo dá.
Doce de leite sem brilho é esquecido na prateleira e este não poderia ser assim! Por isso o verniz veio em seguida, não como mero acabamento, mas como a representação da matéria que não precisa se esconder dentro do pote. Ele é a prévia do brilho que você sentirá na xícara!
O hotstamping dourado entrou para representar a textura, o alto relevo do selo de um doce de leite raro, limitado e sofisticado. Cada detalhe foi pensado delicadamente para transmitir o que sentimos desde a primeira vez que provamos.
Cada foto foi pensada pra deixar essa luz trabalhar. Madeira crua embaixo, foco fechado no pacote, sombra suave nos cantos. Ao redor, os coadjuvantes que o próprio café convocou: avelãs inteiras espalhadas pela mesa, bala de caramelo derretendo devagar, o pote real aberto com a colher fincada. Foodporn honesto, sem pose. Cena do momento antes de comer.
Porque o café já traz o doce de leite dentro. Corpo cremoso, avelã e caramelo no meio, finalização longa que se demora no céu da boca. O design não inventou nada. Só antecipou pelo olho o que a xícara vai confirmar. Quando você abrir o pacote, olhe pra etiqueta antes de moer. Ela já está te dizendo qual doce de leite escolher pra acompanhar!
PRODUTOR
Antônio Zanateli Filho
TERROIR
Fazenda Ribeirão da Cava
VARIEDADE
Arara
PROCESSO
Natural
CURIOSIDADES
– Excelência e Qualidade: Antônio Zanateli Filho personifica a excelência na produção de cafés especiais na propriedade Ribeirão da Cava, situada em Varginha, na prestigiada região do Sul de Minas. O produtor trabalha focado na variedade Arara e utiliza o cuidadoso processo de secagem natural em terreiros para preservar a doçura intrínseca dos grãos. Todo esse zelo artesanal resulta em um café de elite que alcançou 88 pontos na rigorosa escala SCA, elevando sua produção ao patamar de altíssima qualidade.
– Terroir e Maturação Lenta: Localizada em Varginha-MG, no Sul de Minas, a fazenda encontra-se a 1.100 metros de altitude. Essa condição proporciona temperaturas mais baixas, fazendo com que as cerejas do café amadureçam mais lentamente, desenvolvendo açúcares naturais e compostos aromáticos mais complexos.
DADOS TÉCNICOS
| NOTA SCA | 88 PTS |
| SAFRA | 2025/26 |
| ALTITUDE | 1.100m |
| TORRA | MÉDIA CLARA |
| DOÇURA | |
| ACIDEZ | |
| CORPO | |
| AMARGOR |
DISPONÍVEL TAMBÉM NAS CAFETERIAS
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