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Bala de Cereja – Ed. Raridade 150g

Este café quase não existiu. 

Durante mais de 20 dias de seca intensa, a família Coli regou à mão os 5 mil pés desta variedade para que nenhum se perdesse. 

Um gesto silencioso de dedicação que não aparece no rótulo, mas na xícara.

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Bala de Cereja

Do Sítio da Torre, em Carmo de Minas, vem um café que a família Coli trata como raridade desde a primeira colheita. Durante mais de 20 dias de seca intensa, a família regou à mão os 5 mil pés desta variedade para que nenhum se perdesse. Um gesto silencioso de dedicação que não aparece no rótulo, mas na xícara.

Frutas vermelhas dominam o aroma, enquanto licor de cereja, pimenta-rosa e hibisco se encontram na boca, com finalização de chocolate, frutas secas e especiarias.

Notas frutadas, licor de cereja, pimenta rosa, chá de hibisco com frutas vermelhas, limão cravo, licor de cassis, floral e bala de uva. Corpo aveludado, acidez cítrica e finalização de chocolate com frutas secas e especiarias.

O Obatã Vermelho não é uma variedade comum. Nasceu do cruzamento entre Villa Sarchi e Híbrido de Timor, duas espécies de personalidades distintas que, juntas, produziram algo raro: um café com estrutura firme, perfil exótico e uma capacidade sensorial que poucos conhecem e menos ainda conseguem cultivar bem.

Na Fazenda Sítio da Torre, em Carmo de Minas, a família Coli trata o Obatã como um xodó. Na primeira colheita, durante mais de 20 dias de seca intensa, os 5 mil pés desta variedade foram regados à mão, um gesto que resume a filosofia da família: fazer o necessário, sem atalhos, para preservar o que foi plantado com intenção.

Localizada na Mantiqueira de Minas a 1.150 metros de altitude, o Sítio da Torre reúne as condições ideais para cafés de alta complexidade. A maturação lenta dos frutos em altitude, o microclima da serra e o solo mineral da região constroem uma base sensorial que a família Coli traduz em lotes de identidade única.

O processamento natural fermentado de 72 horas amplifica os compostos aromáticos do fruto, intensificando o perfil frutado e com notas de especiarias que torna este lote tão expressivo. A torra clara preserva cada camada, entregando o Obatã Vermelho em sua forma mais fiel e surpreendente.

Na xícara, a entrada é intensa e licorosa, com notas de bala de cereja, aquelas antigas que trazem aquela sensação afetiva e familiar, além de licor de cassis que preenche o paladar com presença. O perfil se abre em pimenta rosa, chá de hibisco com frutas vermelhas, limão cravo, floral e bala de uva. A finalização é longa e marcante, com ecos de chocolate, frutas secas e especiarias que ficam.

Um café cultivado com as mãos, colhido com cuidado e entregue como raridade. 

Porque é isso que ele é

POR TRÁS DO NOME & DESIGN

 

Como eu poderia desenhar um café que quase não existiu?

Os cinco mil pés regados à mão por vinte dias de seca e o trabalho silencioso de uma família produtora pra que este lote existisse foram inspiração suficiente para o design começar. O primeiro gole definiu o nome: Bala de Cereja. Então, tudo começou a criar forma.

Lembra daquelas balas antigas, com vermelho brilhante que a luz atravessa por inteiro? Essa é uma memória que chega antes mesmo da nota técnica. Foi ela que abriu a porta da criatividade e desvendou outras camadas: licor de cassis, chá de hibisco, pimenta rosa, floral e bala de uva. Um café intenso, licoroso, digno de ser servido na taça.

Neste ponto já parecia bem definido, mas eu ainda tinha o desafio de traduzir dois cenários em um só pacote: o cuidado silencioso dos produtores e a intensidade sensorial do café, que foi transbordante e quase teatral. Tecnicamente o design geralmente resolve isso escolhendo um dos lados. Aqui não podia, a história que construiu esse café precisava ser estampada junto na embalagem.

A solução foi a fusão de sensações. Puxei vermelho-cereja como tom principal, o vinho pra profundidade, o cassis pras sombras, rosa profundo pra pontos de brilho, hibisco pra ancorar o floral, marrom chocolate pra fechar o gosto que fica no fim. Traduzindo, “uma família toda de vermelhos” e roxos que conversam entre si, como um licor complexo servido em taça de cristal com luz baixa.

A etiqueta ganhou alto relevo nas cerejas, e essa foi a sacada que resumiu o café inteiro. As cerejas ganharam volume real sobre o papel, e o vermelho recebeu acabamento brilhoso, pra pegar a luz do mesmo jeito que uma bala dura pega. Quando o dedo passa pela etiqueta, sente a fruta antes de vê-la. É um design que se toca antes de se olhar, a única forma de ser honesto com um café que carrega uma história feita de mãos.

A fotografia continua esse raciocínio, com direção teatral e luz cinematográfica. Fundo em vermelho profundo, sombras cassis nas bordas, brilho pontual sobre a etiqueta pra fazer as cerejas em relevo pulsarem. Ao redor, cerejas frescas, gotas de licor escorridas na mesa, pétalas de hibisco secas, pimenta rosa como pontos de intensidade. Cada elemento é uma nota do café que o olho vai reconhecer depois na xícara.

O selo dourado da Edição Raridade assina discretamente uma experiência que por si só será marcante, e raro de se ver: uma família que, com as próprias mãos, fez com que este café fosse tão imponente. Isso sim é RARO!

E quando você tirar o pacote da prateleira, vai sentir antes de ler. O relevo das cerejas nos dedos, o brilho do vermelho, a densidade do roxo ao redor. Depois, na xícara, vai reconhecer o que o design já tinha dito. A bala de cereja abrindo a porta, o cassis no fundo, o hibisco no meio, a pimenta rosa arrematando, o chocolate ficando. Uma xícara que já foi olhada e tocada antes de ser bebida. E que carrega, sem dizer, o trabalho de mãos que regaram cinco mil pés no meio de uma seca só pra que este gole existisse.

PRODUTOR

Álvaro Coli e família

TERROIR

Sítio da Torre

VARIEDADE

Obatã Vermelho

PROCESSO

Natural Fermentado 72h

CURIOSIDADES

 

– Resiliência, Cuidado e Origem:: O Bala de Cereja carrega uma história que começa antes mesmo da colheita. No talhão em frente ao Mirante da Fazenda Sítio da Torre, palco do evento UCup, a família Coli enfrentou 20 dias de seca e regou manualmente cerca de 5 mil pés de Obatã Vermelho para garantir que este lote existisse. O esforço, aliado às características singulares da cultivar brasileira desenvolvida pelo IAC, conhecida por seus grãos grandes, alta produtividade e potencial para cafés especiais, deu origem a uma safra nova, produzida em quantidade limitada e carregada de identidade.

– Intensidade e Singularidade:: O resultado é um café para quem procura sair do óbvio. O Bala de Cereja entrega um perfil sensorial incomum, vivo e marcante, capaz de surpreender até os paladares mais experientes. Um microlote pensado especialmente para quem se encantou com cafés como Licor Jabuticaba, Amora e Champagne: frutado, expressivo e com aquela complexidade que faz querer provar mais uma vez. Uma oportunidade rara de oferecer algo que dificilmente será encontrado em qualquer prateleira.

DADOS TÉCNICOS

NOTA SCA 90 PTS
SAFRA 2026/267
ALTITUDE 1.150m
TORRA CLARA
DOÇURA
ACIDEZ
CORPO
AMARGOR

 

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