Bala de Cereja
Frutas vermelhas dominam o aroma, enquanto licor de cereja, pimenta-rosa e hibisco se encontram na boca, com finalização de chocolate, frutas secas e especiarias.
Notas frutadas, licor de cereja, pimenta rosa, chá de hibisco com frutas vermelhas, limão cravo, licor de cassis, floral e bala de uva. Corpo aveludado, acidez cítrica e finalização de chocolate com frutas secas e especiarias.
O Obatã Vermelho não é uma variedade comum. Nasceu do cruzamento entre Villa Sarchi e Híbrido de Timor, duas espécies de personalidades distintas que, juntas, produziram algo raro: um café com estrutura firme, perfil exótico e uma capacidade sensorial que poucos conhecem e menos ainda conseguem cultivar bem.
Na Fazenda Sítio da Torre, em Carmo de Minas, a família Coli trata o Obatã como um xodó. Na primeira colheita, durante mais de 20 dias de seca intensa, os 5 mil pés desta variedade foram regados à mão, um gesto que resume a filosofia da família: fazer o necessário, sem atalhos, para preservar o que foi plantado com intenção.
Localizada na Mantiqueira de Minas a 1.150 metros de altitude, o Sítio da Torre reúne as condições ideais para cafés de alta complexidade. A maturação lenta dos frutos em altitude, o microclima da serra e o solo mineral da região constroem uma base sensorial que a família Coli traduz em lotes de identidade única.
O processamento natural fermentado de 72 horas amplifica os compostos aromáticos do fruto, intensificando o perfil frutado e com notas de especiarias que torna este lote tão expressivo. A torra clara preserva cada camada, entregando o Obatã Vermelho em sua forma mais fiel e surpreendente.
Na xícara, a entrada é intensa e licorosa, com notas de bala de cereja, aquelas antigas que trazem aquela sensação afetiva e familiar, além de licor de cassis que preenche o paladar com presença. O perfil se abre em pimenta rosa, chá de hibisco com frutas vermelhas, limão cravo, floral e bala de uva. A finalização é longa e marcante, com ecos de chocolate, frutas secas e especiarias que ficam.
Um café cultivado com as mãos, colhido com cuidado e entregue como raridade.
Porque é isso que ele é
POR TRÁS DO NOME & DESIGN
Como eu poderia desenhar um café que quase não existiu?
Os cinco mil pés regados à mão por vinte dias de seca e o trabalho silencioso de uma família produtora pra que este lote existisse foram inspiração suficiente para o design começar. O primeiro gole definiu o nome: Bala de Cereja. Então, tudo começou a criar forma.
Lembra daquelas balas antigas, com vermelho brilhante que a luz atravessa por inteiro? Essa é uma memória que chega antes mesmo da nota técnica. Foi ela que abriu a porta da criatividade e desvendou outras camadas: licor de cassis, chá de hibisco, pimenta rosa, floral e bala de uva. Um café intenso, licoroso, digno de ser servido na taça.
Neste ponto já parecia bem definido, mas eu ainda tinha o desafio de traduzir dois cenários em um só pacote: o cuidado silencioso dos produtores e a intensidade sensorial do café, que foi transbordante e quase teatral. Tecnicamente o design geralmente resolve isso escolhendo um dos lados. Aqui não podia, a história que construiu esse café precisava ser estampada junto na embalagem.
A solução foi a fusão de sensações. Puxei vermelho-cereja como tom principal, o vinho pra profundidade, o cassis pras sombras, rosa profundo pra pontos de brilho, hibisco pra ancorar o floral, marrom chocolate pra fechar o gosto que fica no fim. Traduzindo, “uma família toda de vermelhos” e roxos que conversam entre si, como um licor complexo servido em taça de cristal com luz baixa.
A etiqueta ganhou alto relevo nas cerejas, e essa foi a sacada que resumiu o café inteiro. As cerejas ganharam volume real sobre o papel, e o vermelho recebeu acabamento brilhoso, pra pegar a luz do mesmo jeito que uma bala dura pega. Quando o dedo passa pela etiqueta, sente a fruta antes de vê-la. É um design que se toca antes de se olhar, a única forma de ser honesto com um café que carrega uma história feita de mãos.
A fotografia continua esse raciocínio, com direção teatral e luz cinematográfica. Fundo em vermelho profundo, sombras cassis nas bordas, brilho pontual sobre a etiqueta pra fazer as cerejas em relevo pulsarem. Ao redor, cerejas frescas, gotas de licor escorridas na mesa, pétalas de hibisco secas, pimenta rosa como pontos de intensidade. Cada elemento é uma nota do café que o olho vai reconhecer depois na xícara.
O selo dourado da Edição Raridade assina discretamente uma experiência que por si só será marcante, e raro de se ver: uma família que, com as próprias mãos, fez com que este café fosse tão imponente. Isso sim é RARO!
E quando você tirar o pacote da prateleira, vai sentir antes de ler. O relevo das cerejas nos dedos, o brilho do vermelho, a densidade do roxo ao redor. Depois, na xícara, vai reconhecer o que o design já tinha dito. A bala de cereja abrindo a porta, o cassis no fundo, o hibisco no meio, a pimenta rosa arrematando, o chocolate ficando. Uma xícara que já foi olhada e tocada antes de ser bebida. E que carrega, sem dizer, o trabalho de mãos que regaram cinco mil pés no meio de uma seca só pra que este gole existisse.
PRODUTOR
Álvaro Coli e família
TERROIR
Sítio da Torre
VARIEDADE
Obatã Vermelho
PROCESSO
Natural Fermentado 72h
CURIOSIDADES
– Resiliência, Cuidado e Origem:: O Bala de Cereja carrega uma história que começa antes mesmo da colheita. No talhão em frente ao Mirante da Fazenda Sítio da Torre, palco do evento UCup, a família Coli enfrentou 20 dias de seca e regou manualmente cerca de 5 mil pés de Obatã Vermelho para garantir que este lote existisse. O esforço, aliado às características singulares da cultivar brasileira desenvolvida pelo IAC, conhecida por seus grãos grandes, alta produtividade e potencial para cafés especiais, deu origem a uma safra nova, produzida em quantidade limitada e carregada de identidade.
– Intensidade e Singularidade:: O resultado é um café para quem procura sair do óbvio. O Bala de Cereja entrega um perfil sensorial incomum, vivo e marcante, capaz de surpreender até os paladares mais experientes. Um microlote pensado especialmente para quem se encantou com cafés como Licor Jabuticaba, Amora e Champagne: frutado, expressivo e com aquela complexidade que faz querer provar mais uma vez. Uma oportunidade rara de oferecer algo que dificilmente será encontrado em qualquer prateleira.
DADOS TÉCNICOS
| NOTA SCA | 90 PTS |
| SAFRA | 2026/267 |
| ALTITUDE | 1.150m |
| TORRA | CLARA |
| DOÇURA | |
| ACIDEZ | |
| CORPO | |
| AMARGOR |



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