Licor de Jabuticaba
Este café retorna. Não como repetição, mas como evolução. Agora nas mãos de Cláudio Nakamura, com uma nova variedade e um perfil ainda mais expressivo. A Fazenda Nakamura prova, mais uma vez, que complexidade não se apressa. Nem se explica. Se sente.
Licor de jabuticaba, cereja em calda, romã, nibs de cacau e vinho. Corpo aveludado, acidez cítrica e finalização adocicada marcante.
No ano passado, o Licor de Jabuticaba estreou com o Catuaí Amarelo de Élvia Nakamura e se tornou um dos cafés mais celebrados da temporada. Esta edição passa para as mãos de Cláudio Nakamura, que conduz o mesmo terroir com a mesma filosofia, agora com o Catuaí Vermelho. Uma variedade de corpo mais estruturada, que aprofunda o perfil vinhoso e intensifica a presença na xícara.
Cultivado entre 900 e 930 metros de altitude, o Catuaí Vermelho passa por fermentação natural controlada, processo que amplifica os compostos aromáticos do fruto e constrói um perfil rico, complexo e cheio de intenção. A torra clara preserva cada camada sensorial, entregando o que o café tem de mais expressivo sem interferir na sua identidade.
Na xícara, a entrada é marcante e licorosa, com notas de cereja em calda e licor de jabuticaba que preenchem o paladar com presença. Em seguida, o perfil se abre em romã, chá de rosas, florais delicados e nibs de cacau. O corpo é aveludado, a acidez cítrica aparece com elegância e a finalização é longa, adocicada e marcante.
Um café vivo, carregado de identidade, que se distancia do óbvio sem precisar ser extravagante. A complexidade não se explica. Se sente. E permanece.
POR TRÁS DO NOME & DESIGN
O primeiro gole é com os olhos
Antes do café cair na xícara, ele passa pelo olhar. E o roxo escolhido para esta Edição Raridade foi pensado pra isso. Pra ser uma primeira degustação, ainda em silêncio, antes mesmo do pacote ser aberto.
Há cores que carregam séculos de uso silencioso e o roxo é uma delas. Ele aparece nas vestes litúrgicas, nos mantos da realeza, nos cenários de mistério da fantasia. Em culturas diferentes, sempre que se precisava marcar um momento de pausa, de cerimônia, de algo que merece atenção, ele estava ali. Preparar um café especial guarda esse mesmo gesto antigo. Medir, aquecer, esperar, servir.
Licor de Jabuticaba é uma experiência do início ao fim! Pensar nessa cor é, também, pensar onde ela vai morar. A gente nunca pensa só na vitrine. A gente pensa no seu cantinho do café, na bancada da sua cozinha, na mesa onde a manhã começa. Tem essa responsabilidade: ser bonito na vida como ela é. O roxo escuro cumpre esse papel — discreto na maioria do dia, e atraente quando a luz da sua janela resolve passar por ele.
Ao redor, o verde musgo entra como parceiro natural do roxo. Cores complementares no círculo cromático, mas inseparáveis em qualquer jabuticabeira em pé — frutos escuros agarrados ao tronco entre folhas e líquens. As pedras, a terra e a fresta de luz dourada que atravessa a cena trazem essa natureza pra dentro do enquadramento, porque o café também veio dela.
E aí, quando o olho descansa na embalagem, a experiência da xícara já começou. O resto é só servir!
PRODUTOR
Cláudio Nakamura
TERROIR
Fazenda Nakamura
VARIEDADE
Catuaí Vermelho
PROCESSO
Natural Fermentado
CURIOSIDADES
– Resiliência, Tradição e Terroir:: A Fazenda Nakamura, conduzida por Cláudio, Élvia e Éder Nakamura em José Gonçalves de Minas, personifica a evolução da cafeicultura familiar na Chapada de Minas. Quebrando paradigmas, a propriedade produz um café de altíssima pontuação (89+ SCA) em uma região de clima mais quente e a uma altitude de 900 a 930 metros. Este terroir desafiador, manejado com agricultura de precisão por descendentes de imigrantes japoneses, gera um microlote que redefine o potencial de sua origem.
– Essência e Alquimia:: Este microlote de Catuaí Vermelho passou por uma fermentação modulada de 100 horas na sombra, despertando um perfil exótico, vivo e complexo. A torra média clara preserva sua acidez vibrante e revela notas de nibs de cacau, vinhoso, jabuticaba, cereja e um toque floral. Um café misterioso que se revela aos poucos e encanta até quem não é “coffee lover”, posicionando-se no topo da qualidade global.
DADOS TÉCNICOS
| NOTA SCA | 90 PTS |
| SAFRA | 2025/26 |
| ALTITUDE | 900m a 930m |
| TORRA | CLARA |
| DOÇURA | |
| ACIDEZ | |
| CORPO | |
| AMARGOR |
DISPONÍVEL TAMBÉM NAS CAFETERIAS
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